Há um tempo atrás, quando descobri que o Kenzo viria ao Brasil não tive dúvidas: iria vê-lo. Não era nada de “ah! se eu conseguir…” e sim: “quando, que horas e onde?”. Eu sei que as vezes eu tenho desses surtos e em algumas situações acabo quebrando a cara ou me metendo em alguma roubada. Mas era o Kenzo e eu queria vê-lo.
Fui ver uma palestra dele no SENAC Sto. Amaro no sábado. E, se eu já gostava do trabalho dele, agora eu acho que eu posso dizer que eu sou fã. Cara simpático, eu achei. Louco, mas aquela loucura boa, que o impulsiona para os desafios, que o faz impulsivo. Mas, apesar disso, ele tem valores japoneses que só de ouvi-lo contar sobre a sua vida/carreira a gente já consegue identificar.
O Kenzo, na minha opinião, é movido por aquilo que ele quer fazer. É claro que quando ele tinha a marca ele pensava no lado comercial mas dá para ver que ele não tinha vocação para administração, finanças, contabilidade. Tanto que quando seus dois principais sócios faleceram ele vendeu a marca. E é uma pessoa extremamente criativa!!! Não só nas criações, mas nas soluções que encontra até mesmo para os seus problemas mais triviais. Adorei a história da mansion (Jungle Jap) e o desfile com mulheres sorrindo, dançando, felizes.
Outra coisa: usaria fácil, fácil grande parte das roupas dele da década de 70. São lindas e tão atuais. Ou melhor atemporais.
Saí de lá com boas impressões. E mais fã do que nunca!!!
