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Entradas do Junho 2008

É assim mesmo

Junho 27, 2008 · Deixe um comentário

Um pouco antes de começar a aula, eu desenhando “bonecas” para vestí-las depois, ele lendo o livro do curso.

Ele- .. então o tcc eu vou fazer sobre programação da produção…

Eu – O tcc precisa ter relação com as matérias que a gnt fez?

Ele – não necessariamente. Mas vc não vai fazer de moda, não é?

Eu – E por que não?

Ele – Moda?

Eu – sim. moda. Não vejo problema algum.

Ele – Mas o tcc precisa ter algo relacionado ao curso.

Eu – Olha, eu consigo relacionar moda com tudo. Acredite.

Ele – mas os orientadores…

Eu – quem são?

Ele – o coordenador do curso ou este professor da aula de hoje…

Eu – ixi! só os dois?

Ele – (percebendo q eu não ia desistir e estava ficando decepcionada com o tcc) Mas se vc diz q tem uma relação.. tenta.

(A conversa terminou com eu pensando e ele não convencido de que é uma boa idéia)

Resumindo: A gente é o que a gente é. E louca eu sou desde pequena. E tb adoro um desafio acadêmico. Dizer que eu não posso porque nunca ninguém fez, é o incentivo para ser a primeira. E, por enquanto,  a única coisa que eu decidi sobre  o tcc é: será beringela com letras douradas!!!

 

 

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Kenzo

Junho 23, 2008 · Deixe um comentário

Há um tempo atrás, quando descobri que o Kenzo viria ao Brasil  não tive dúvidas: iria vê-lo. Não era nada de “ah! se eu conseguir…” e sim: “quando, que horas e onde?”.  Eu sei que as vezes eu tenho desses surtos e em algumas situações acabo quebrando a cara ou me metendo em alguma roubada. Mas era o Kenzo e eu queria  vê-lo.

Fui ver uma palestra dele no SENAC Sto. Amaro no sábado. E, se eu já gostava do trabalho dele, agora eu acho que eu posso dizer que eu sou fã. Cara simpático, eu achei. Louco, mas aquela loucura boa, que o impulsiona para os desafios, que o faz impulsivo. Mas, apesar disso, ele tem valores japoneses que só de ouvi-lo contar sobre a sua vida/carreira a gente já consegue identificar.

O Kenzo, na minha opinião, é movido por aquilo que ele quer fazer. É claro que quando ele tinha a marca ele pensava no lado comercial mas dá para ver que ele não tinha vocação para administração, finanças, contabilidade. Tanto que quando seus dois principais sócios faleceram ele vendeu a marca. E é uma pessoa extremamente criativa!!! Não só nas criações, mas nas soluções que encontra até mesmo para os seus problemas mais triviais. Adorei a história da mansion (Jungle Jap) e o desfile com mulheres sorrindo, dançando, felizes.

Outra coisa: usaria fácil, fácil grande parte das roupas dele da década de 70. São lindas e tão atuais. Ou melhor atemporais.

Saí de lá com boas impressões. E mais fã do que nunca!!!

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Achados japoneses

Junho 18, 2008 · Deixe um comentário


Olha essa USB. Só japonês mesmo para fazer essas coisas… tsc, tsc, tsc. Confesso que estou tentada a encomendar uma, mas meu pai já avisou que não é uma boa idéia, já que a USB pode aparecer mordida…


Agora dá só uma olhada neste relógio. Design lindo, não é? Mas olha como ele funciona: das 29 luzes LED, as 12 vermelhas indicam as horas, as três verdes indicam 15, 30 e 45 minutos, e 14 luzes amarelas indicam minutos individuais. Eu já sou atrapalhada para ver horas, agora imagina eu com um relógio desses? Com certeza para mim, ou seria um mero objeto de decoração ou me sentiria naqueles testes de laboratório com ratinhos nas quais as luzes acendem e apagam e eles precisam fazer alguma atividade.
O relógio se chama Shinshoku, da Tokyoflash.

Imagens retiradas do UOL – Tecnologia

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Moda

Junho 17, 2008 · Deixe um comentário

Quando eu comecei a ler sobre moda, não queria saber exclusivamente a história dos estilistas, das marcas, da moda em si. Fiquei interessada, principalmente, no comportamento dos consumidores, no significado das roupas, no significado das suas escolhas e, muito mais interessada, na mensagem que as roupas passam para aqueles que a observam.
Sabe, por exemplo, porque aquela blusinha que você achou sem graça na arara de um supermercado, pode ganhar “vida” naquela pessoa e naquela outra, continua a mesma blusinha sem graça? Ou então, por que se dá tanto valor aqueles dois símbolos daquela marca famosíssima em uma bolsa? Se você parar para pensar, vai ver que a marca começou, assim como outras milhares começam, com as aspirações e os desejos do seu criador, mas o que, no decorrer do tempo e nas estratégias de marketing, a fizeram alcançar o status que ocupa hoje? E como ela pode habitar o imaginário de tantas pessoas? Satisfazer tantos anseios, desejos, aspirações sendo simplesmente uma bolsa (que hoje eu já considero um commoditie) com um logo?
Esses assuntos realmente me fascinam. Deve ser por isso que eu adoro o Lipovetsky.


Na verdade o post era para falar de uma explicação que eu li aqui sobre a sobreposição na moda japonesa.
Moda de rua japonesa é referência no mundo todo e as vezes, confesso, que me pergunto: “como essa pessoa tem coragem de sair assim de casa?”. Mas, uma coisa eu preciso admitir: Eles ousam mesmo!!! Misturam estampas, formatos, texturas, cores. E criam looks interessantíssimos!!!

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Para quem quer colo…

Junho 16, 2008 · Deixe um comentário

 O que uma mente criativa, a identificação de uma necessidade e a insanidade de alguns consumidores não fazem?Achei divertidíssimo  esse “colinho” made in Japan (onde mais poderia ser!!!). São almofadas que possuem versões com  a mini saia ou em uma versão com roupa chinesa.  De acordo com o Pingmag, revista japonesa, “they have become pretty popular in Japan. The contours and feel of the skin are very realistic, and it must be a great way for tired dads to relax when their wives aren’t around…”! Agora, imagina  a cara do  seu pai recebendo um presente desses no dia dos pais…. pretty interesting, isnt it?

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Amor Moderno

Junho 9, 2008 · Deixe um comentário

Uma coluna que eu acompanho é “Amor Moderno”, publicada pelo jornal NYT e traduzida  pelo UOL. O texto dessa semana me pareceu interessante e ótimo para colocar na semana do dia dos namorados.

Não espere  um conto de fadas, nem um texto rômantico que a mocinha encontra o mocinho e eles vivem bem por algum tempo.  É um texto atual, que fala sobre relacionamentos; principalmente sobre o que esperamos das nossas atitudes de solteiros.

E, assim como Joel, também anseio pelo abraço caloroso de amor intenso.

Amor Moderno: vamos tratar de não nos conhecermos melhor

 

Joel Walkowski – participou do Concurso Universitário de Ensaios sobre o Amor Moderno, é aluno da Universidade do Sul da Califórnia
Tradução: Eloise De Vylder

Há alguns meses eu fiquei a fim de uma garota -um acontecimento razoavelmente comum. Mas como eu estava um pouco bêbado e ambicioso, dedici convidá-la para sair.

Isso foi uma escolha estranha, já que não sei ao certo se conheço alguém que já tenha feito um convite formal para um encontro. A maioria das pessoas saem à noite, ficam, ou mantêm relações à distância pelo Skype. A idéia de um encontro (de convidar com antecedência, gastar parte do dinheiro do aluguel num jantar e lidar com o estranhamento inicial) é concreta demais e desnecessária. Como diz o ditado: “Por que comprar a vaca se você pode conseguir o leite de graça?” Por que pagar um jantar se você pode ficar em casa assistindo TV? Se ficar em casa, você nem mesmo precisa se levantar, muito menos vestir uma camisa bacana.

Apesar das dúvidas, senti como se esse avanço em particular fosse legítimo, um ritual de passagem digno de um filme de John Hughes. Eu sempre quis ter um encontro de verdade: flores, jantar e tudo mais. Pensei que fazendo isso eu me sentiria mais como um adulto e menos como um garoto estúpido.

Então liguei para essa garota, sentindo-me um pouco desonesto enquanto procurava pelas palavras certas: “Ei, ahn, aqui é Joel. Você quer, tipo, sair comigo? Para jantar?”

“OK”, disse ela hesitante, sem dúvida suspeitando que tudo aquilo era uma piada.

A resposta positiva não fez com que eu ficasse mais calmo. Se me convidarem para uma festa, uma reunião numa casa, ou um encontro ao acaso, fico confortável em falar com qualquer pessoa. Mas esse tipo de planejamento formal sempre me deixou nervoso. Voltando para casa de bicicleta, percebi que eu nem mesmo sabia o que era um encontro de verdade, fora a minha vaga noção hollywoodiana.

Aos 21 anos, já tive alguma experiência com namoros e encontros de uma noite. Já me apaixonei. Sei que estava apaixonado porque me apeguei a ele sem nenhuma vergonha. Já tive minha quota de altos e baixos, mas não tenho nenhuma idéia se estou fazendo todo esse negócio do amor certo ou errado. Não costumamos definir as coisas dessa forma.

Nessa era de personalidades cibernéticas, com encontros à distância de um clique, o jogo evoluiu para um ponto em que não há mais regras. Não se tratam dos anos 50, em que eu poderia pedir a uma garota para usar o meu broche e convidá-la para dar uma volta no carro do meu pai. Essa mudança provavelmente é benéfica para mim no fim das contas, já que tenho certeza que uma volta no Sable do meu pai seria rapidamente descartada.

Para a minha geração, a amizade freqüentemente se transforma num encontro sexual e volta a ser amizade no dia seguinte. E é fácil desde que você não se exponha ou force a barra. Não tem um pretendente? Cheque o Facebook. Tem medo de telefonar? Mande uma mensagem de texto.

Com tantos meios para se comunicar, pode-se esperar uma enxurrada de solilóquios românticos, mas não é esse o caso. Sexy é ser casual. Importar-se é assustador. Ninguém quer dar a mão, e muito menos se apaixonar. Pelo menos até isso acontecer, então já é tarde demais.

O romance planejado é visto como nada mais além de ambição, então é importante permitir que as coisas aconteçam naturalmente. O sexo é bom, assim como alguns relacionamentos, mas não na medida em que se procura ativamente por isso.

É difícil até mesmo flertar com uma garota sem se sentir óbvio e envergonhado, já que as maiores demonstrações de lugar comum acontecem no flerte, tornando-o asqueroso: “Ah, você dirige um Volvo? Como é isso?” Ao perceber que estou flertando, recuo e faço o possível para me conter. Um encontro é melhor quando está livre das intenções, deixando que o desejo ou o tédio dirijam os acontecimentos.

A seqüência típica acontece assim: amigos se conhecem num luau ou num fortuito jogo de voleibol noturno. Talvez aquela garota da sua aula de história esteja lá, e vocês comecem a conversar. Nenhum dos dois têm expectativas. Mas apenas ficar junto e dividir histórias, rir um pouco, gera uma faísca e a atração cresce, levando eventualmente a um grande beijo molhado que muda tudo e nada.

Esse é o encontro perfeito, uma surpresa livre de pressões. Com uma estranha, tudo é novo e aceitável. Suas idiossincrasias são automaticamente simpáticas. Esse primeiro encontro é algo perfeito, mas para onde ele leva?

Na melhor das hipóteses, para lugar nenhum. Da próxima vez que você encontra com ela na aula, age da mesma forma que antes, e ela também, exceto pelo fato de que ambos sabem que o que aconteceu na noite passada pode acontecer de novo.

Se isso continua, vocês têm um acordo, uma química e grandes conversas. Encontram-se duas ou três vezes por semana para sexo sem compromisso e longas conversas filosóficas.

O mais importante, você não está sozinho. Talvez lá no fundo dos recônditos de sua própria mente você pense que pode estar amando essa pessoa. Qual é a resposta padrão? Nenhuma. Se ela perguntar, “Como você se sente em relação a mim?”, você responde de coração: “Vejo você como um presente inesperado dos céus. Não sei como eu posso merecer isso.”

Seu relacionamento é bom. Seu relacionamento é forte. Mas não é um relacionamento, e essa é a chave. Você não espera que ela se torne sua namorada, e teoricamente ela também não quer nada além do que vocês têm.

Uma amiga minha, uma garota normal que não é nem reservada nem muito social, fica com muitos caras às abertas -ela está apenas fazendo o que quer e não se arrepende nem pensa duas vezes sobre isso. Exceto por uma vez em que ela acordou do lado de um cara, saiu da cama e viu a estante de livros dele.

Não tenho certeza sobre o quê a tocou no conteúdo da estante; talvez os livros sugerissem uma alma sensível. Tudo o que eu sei é o que ela me disse: “Só me senti mal depois de ver os seus livros”. Eles o tornaram uma pessoa real, acho, uma pessoa da qual ela gostava. Ou da qual tinha pena. Porque logo depois ela partiu para o próximo.

Posso não ser um jovem típico, e talvez meus amigos também não sejam típicos, mas quase ninguém que eu conheça quer ser “o cara” ou “a garota”, esses indivíduos que antes eram dinâmicos até “encontrarem alguém” e de repente deixarem de ser tão descolados. De certa forma, invejamos a vastidão dos seus sentimentos, mas certamente não queremos ficar como eles.

Mas ficar fora dos relacionamentos pode dar tanto trabalho quando manter um. Depois de ficar com a mesma pessoa várias vezes, a questão do “status do relacionamento” no Facebook me assombra, e eu hesito dianto do botão na página, imaginando se devo dar o passo desde a diversão para a obrigação. Visualizo andar de mãos dadas, conhecer os pais dela e fazer tatuagens que combinam no tornozelo.

Então volto ao meu juízo e fecho a janela do browser.

Outras vezes, entretanto, isso não compete a mim. Trabalho em uma das bibliotecas do campus, e por alguma razão obscura, minhas chefes, que na maioria são mulheres de meia-idade, decidiram fazer uma festa. Eu tinha de levar alguém, então convidei uma garota, um verdadeiro peixe raro que valia à pena fisgar (ou ser fisgado).

Isso não me impediu de apresentá-la como “minha amiga”.

E também não impediu uma de minhas chefes de perguntar: “Vocês dois estão saindo?”

“Estamos”, ela disse.

“Ahn, estamos?”

“Bom, isso é um encontro, não é?”

Ela tinha me pegado. Concordei em silêncio. Com uma palavra, ela havia mudado tudo. Agora perguntam dela para mim no trabalho, apesar de ela estar saindo com um amigo meu.

Queria ser capaz de explicar isso para as bibliotecárias. Elas são simpáticas às minhas outras reclamações: em relação a estudar, a ter minha carteira de motorista suspensa, a cuidar da minha galinha de estimação, e por aí vai. “Já passei por isso”, elas dizem. “Você vai ficar bem.”

Mas no que diz respeito ao amor, tudo o que elas dizem é: “Como vai sua namorada?”

Talvez essa desconexão tenha sempre existido. Como me disse um dos meus colegas de classe, um elegante senhor de 60 anos: “toda geração acha que descobriu o sexo”. O que pode ser verdade, mas não tenho certeza se as gerações anteriores tinham o excesso de opções e a total falta de protocolo que nós temos. Isso pode revelar como a nossa obsessão pela mídia nos desensibilizou e hipersexualizou.

Mas acho que vai além disso. Nossos curtos intervalos de atenção tendem a ser medidos em nanosegundos. Vamos de um quarto para o outro assistindo televisão, navegando na Internet, jogando frisbee e encontrando satisfação em qualquer esquina, mesmo que por um breve momento.

Por causa do medo, nos encolhemos. Houve muitas vezes em que eu deveria ter chorado mas segurei as lágrimas. Momentos em que eu deveria ter dito “eu te amo”, mas fiz uma piada em vez disso. Uma vez, uma garota me deu um fora e quase me arruinou. Se foi ruim? Eu não comi nada além de fast food por toda uma semana.

Tenho certeza de que eu poderia ter evitado o rompimento com um discurso de alma sobre o que era verdadeiro e o que de fato importava para mim, mas não tive a coragem. Não conheço muitas pessoas que têm.

Crescemos numa era de divórcio rampante e da confusão resultante disso. A idéia de que duas pessoas possam ser felizes juntas, amadurecendo ao lado uma da outra, parece tão falsa quanto um conto de fadas. Então quando uma relação termina, não é tão ruim. É visto como uma evidência de que ela nunca tinha sido boa mesmo.

Talvez tenhamos apenas aprendido que nada pode ser comparado ao momento perfeito de ficar com alguém inesperadamente -lábios molhados na praia, deitados na areia- então procuramos acumular tantos momentos como esse quanto possível. Ou talvez sejamos simplesmente muito imaturos para nos comprometer. Essa tem sido a ladainha contra os homens desde sempre, mas agora as mulheres pensam do mesmo jeito. Com o mundo (e o mundo do sexo) ao nosso alcance, é difícil escolher, sossegar, se comprometer.

Mas vez ou outra eu penso: se não somos capazes de nos superar e de aprender a nos sacrificar para estar com alguém, então o que resta? Uma geração de egoístas alimentados por nada mais que os nossos egos, sempre buscando aquela dose rara de auto-estima? Uma época de solidão preenchida com desejos comerciais e seleção de parceiros baseada nos critérios mais rasos?

Como um verdadeiro defensor da minha geração, acredito que, apesar da aparência, nós apreciamos o caminho do amor e da afeição, mas estamos simplesmente esperando que eles assumam o comando. Nós podemos passar um tempo no terreno do sexo fácil e do frio flerte pelas mensagens de texto, mas no fundo ansiamos pelo abraço caloroso do amor intenso.

Eu, pelo menos, anseio por isso. O que mais poderia estar por trás da minha idéia maluca de convidar uma garota para um jantar? Aliás, acabamos indo ao restaurante Chilli’s e depois nunca saímos juntos de novo. Bem-vindo à idade adulta.

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Puricute

Junho 7, 2008 · Deixe um comentário

Por indicação de uma amiga, fui parar neste site. O Puricute reproduz aquelas fotos de máquinas japonesas/chinesas/coreanas.

Sempre achei divertido e brega (sim, brega mesmo… coisas com brilhos, bichinhos fofos, florzinhas.. tudo junto e de preferência rosa ou de cor pastel!). Mas não consegui resistir ao site e tive que brincar um pouco com uma foto minha.

Dá para colocar balãozinho, bonecos, comidas e tem até tem uma sessão de acessórios, e sabe o que encontrei lá? Pasmem!!! Bolsas LV by Takashi Murakami!!!!  Vc pode adicioná-las na sua foto!!!

Os frames são demais, alguns bem fofos, outros bem bregas. Mas são demais!!!

Divirtam-se e riam muito, porque é mto legal!!!

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Centenário

Junho 3, 2008 · Deixe um comentário

“Acho que estou mais japonesa do que nunca!” É sério! Deve ser as festividades do centenário. 

 Tem bastante coisas acontecendo em SP por causa do evento, mas eu preciso dizer que tem exposições que prometem coisas e eu imagino outra. Sim, eu ainda não superei os “cilindros temáticos”. E ainda teve aquela exposição que eu literalmente fugi da performance de galinha. Foi assustador demais!!

No meio de todas as exposições, shows, eventos e homenagens que estão acontecendo, tem um site bem legal que a Ed Abril fez para comemorar os  100 anos da imigração japonesa  – o Kasato-Maru chegou ao Brasil em 18/06 de 1908 (e olha que eu nem olhei no google para colocar isso aqui, decorei mesmo, gente!). Vai ter festinha no Anhembi dia 21/06 e 22/06 com direito a visita do príncipe do Japão!!!

Voltando ao site, lá vc encontra  informações dos eventos do centenário, blogs relacionados ao japão, entrevistas e uma parte que você pode se cadastrar, montar sua árvore genealógica e escrever relatos. O mais divertido é que você vai lendo, olhando as fotografias e de repente vê que as histórias da sua e da família desses desconhecidos não são muito diferentes não. Na verdade são muito semelhantes! E em muitos aspectos.

Entre tudo isso, achei um texto muito legal com o qual eu me identifiquei bastante. O texto chama “Porque somos nikkeis!” e foi escrito por Ricardo Mizusaki Katayama. Leiam! é bem legal, ainda mais se você for descendente de japoneses.

Depois de ler e pensar um pouquinho, recordei algumas coisas:

  • Minha obá sempre falava “terebi”, e eu, desde que me entendo por gente, sei que terebi é televisão. Só não esperava que fosse realmente em japonês!!! Achei que era um apelido carinhoso para televisão. E isso eu só fui descobrir há 2 anos atrás… 
  • “Mate”, além do chá (pq é a marca dele) é fósforo. Eu sei disso desde de pequeninha. E adivinhem? tambem é em japonês! Agora eu entendo porque meus amigos gaijins nunca entenderam mate como fósforos.
  • Não sei se todos os nikkeis já tentaram, mas aposto que grande parte já tiveram vontade ou entraram na escola de nihongo em algum momento da vida. Mas duvido que muitos tenham comprado, como eu, um CD chamado “Learn Japanese while you drive”. Sim, são 4 CDs com aulas de japonês em inglês. O mais interessante é vc respondendo em inglês o que você não sabe falar em japonês.

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Vale a pena?

Junho 2, 2008 · Deixe um comentário

Talvez seja uma fase, mas estou me sentindo como se estivesse em um barco, eu tentando tirar a água e 05 outras pessoas jogando para dentro. Desse jeito não dá! Sabe quando a gente começa a achar que está se esforçando para algum tipo de bem que, talvez, seja importante só para você, mas vc ainda acredita que é uma vontade coletiva e algo benéfico para todos?

E o pior é que remar contra desgasta, cansa e desanima. No sentido figurativo também, viu? E amizades desgastadas são trágicas.   

 

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