vidabuscavida

Entradas do Novembro 2007

Algumas constatações

Novembro 27, 2007 · Deixe um comentário

1. Eu NÃO posso consertar o mundo. Não sozinha.
2. Não quero que amanhã chegue. Não quero (sobre)viver o dia 28/11. Posso pular para 29/11?
3. machismo ainda existe. e não é coisa mto rara, não! e é mto ruim conviver com ele.
4. nem todos os dias a gente consegue sorrir. e nem todas as pessoas são boas. Fato. encare-o.
5. Não adianta. mesmo criando fortalezas, se isolando ou protegendo-se; você sempre poderá se decepcionar. Com qualquer coisa e, principalmente, com as pessoas.

6. Prepotência, arrogância e grosseria. Se vc tiver algum ou todos esses adjetivos, por favor, não fale comigo. Estou traumatizada.

7. algumas coisas cansam, outras modificam-se e há ainda outras que tornam-se insustentáveis. Espero não me cansar de ser quem eu sou. Espero não mudar por besteiras ou pela vontade de alguém. E o dia em que me tornar insustentável, aí vcs já não terão mais a minha companhia.

Categorias: constatações
Etiquetado:

Mr. Magorium’s Wonder Emporium

Novembro 18, 2007 · 1 Comentário

Uma amiga me convidou para assistir o filme. Fui sem muitas pretensões e avisada que seria dublado (não por opção, mas pela falta dela). Chegando no cinema, acreditava que era um desenho, igual aqueles da Pixar. Mas aí eu descobri que era um filme infantil. E, já que eu não tinha grandes expectativas, as poucas que me restavam sumiram. Há muito tempo eu não entrava no cinema sem expectativas, sem ver o trailler, ler a sinopse ou qualquer outra coisa que a gente faz quando resolve assistir um filme.
O filme é uma fábula que se passa numa estranha e mágica loja de brinquedos que o cativante dono, o Sr. Magorium (Dustin Hoffman), planeja deixar para a sua gerente Molly Mahoney (Natalie Portman). O problema é que ela não quer que Magorium vá embora. Para complicar, o contador Henry Weston (Jason Bateman) é contratado para colocar as finanças da loja em dia – e ele nem de longe acredita que o lugar seja mágico…
O filme tem um visual meio sóbrio-colorido, estilo Tim Burton na Fantástica Fábrica de Chocolate. Há ainda algumas referências – sutis – a outros filmes, como Doce Novembro e Howl’s moving castle.
Li muitas críticas – todas dizendo q era um filme infantil e que o diretor, que também é roteirista, não fez um bom filme. Eu não concordo. Ok, alguns assuntos ficaram em aberto e outros se perderam no meio do filme. Mas existe uma mensagem que fica e que, talvez, apenas aqueles que ainda conseguem ver a magia possam “captá-la”. Mas não falo da magia de fazer um brinquedo ganhar vida, nem a magia que tira o coelho da cartola. Falo da magia de se estar vivo, de descobrir quem você é, de acreditar que você é agente de mudanças e, principalmente, de fazer aquilo que a gente quer e gosta, sem medo de parecer ridículo. Na verdade, sem se importar de parecer ridículo.
E sim, adoraria dançar em cima de um plástico bolha. Alguém topa?

Categorias: filmes · relatos
Etiquetado: ,

Exposição + vendas de bolsas LV???

Novembro 15, 2007 · Deixe um comentário

Instalação em Summon monsters? Open the door? Heal? Or die?, Kaikai & Kiki, (2000), Time Bokan – pink, (2001), and Jellyfish Eyes (2001) at Museum of Contemporary Art, Tokyo, 2001

Ás vezes me assusta essas parcerias entre arte e moda. Se por uma lado a parceria pode ser muito boa, principalmente quando utiliza-se a arte com o intuito de renovar a marca ou quando pretende-se utilizar a moda como suporte às manifestações artíticas; outras vezes essa parceria parece realmente assustadora.
Depois de saber que o MOCA (Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles) inaugurou uma retrospectiva da carreria do Takashi Murakami – conceituado artista plástico japonês conhecido por misturar a tradicional arte japonesa com toques de pop art – e que, por causa da parceria dele com a Louis Vitton, a famossisima grife francesa abrirá uma loja dentro do prédio do museu! O espaço não ficará no final da exposição, como fica normalmente a lojinha do museu, mas sim no centro da instalação. No espaço, o visitante encontrará o mais novo fruto da parceria entre a Louis Vuitton e Takashi, uma bolsa que será produzida em edição limitada e vendida somente ali.

E, aqui fica a minha pergunta indignada: onde vamos chegar? Aproveitar uma retrospectiva em um museu para vender bolsas em edição limitada? Até onde a imagem de Murakami está associada com a Louis Vitton?
Realmente não entendo. Implicância minha a parte, concordo que pode até ser uma inciativa inédita essa de abrir a loja e é uma estratégia de marketing da marca. Provavelmente Murakami ganhou projeção internacional ao colocar seus “bichinhos” e colorir o famosíssimo monograma LV, e a LV ganhou um ar mais despojado e jovial – se isso for possível, é claro.

O problema é que ainda não me acostumei com a idéia de vender bolsas exclusivas e em edição limitada no meio – literalmente – de uma retrospectiva do trabalho do Murakami.

Tan Tan Bo Puking – a.k.a. Gero Tan
2002

Categorias: Moda · constatações · pensamentos
Etiquetado: , ,

Bueiros

Novembro 13, 2007 · Deixe um comentário

Não faz muito tempo, eu e uma amiga fizemos um estudo sobre as intervenções urbanas na cidade de São Paulo. Estudamos e analisamos basicamente duas intervenções: o grafite e os stickers (que na época estavam se popularizando). Agora encontrei esses desenhos – divertidíssimos – nos bueiros de São Paulo.
Quem realiza esse trabalho é o Projeto 6 e meia composto por dois artistas plásticos, Leonardo Delafuente e Anderson Augusto. Eles pintam há um ano e meio bueiros dos bairros de Moema, Barra Funda, Bom Retiro e Higienópolis. Já criaram mais de 50 “bueiros artísticos”.


King-kong – Rua Anhanguera esquina com Avenida Norma Pieruccini Gianotti


Fadinha – Rua do Bosque esquina com Rua Boracéia

Fita Cassete – Rua Cruzeiro esquina com Rua Cônego Vicente Miguel Marino
Cof, cof – Rua do Bosque esquina com Rua Boracéia
De acordo com eles, o trabalho tem como finalidade propor “um novo tipo de linguagem entre arte/cidade e arte/pessoas. Mostrando-as que até o mais esquecido e indiferente objeto, se olhado com cuidado pode exalar arte. Os bueiros já pintados pelo 6emeia são como gotas coloridas em um imenso balde cinza.”
É, a cidade realmente está precisando dessas preciosas gotas de tintas! Já notaram que a Av. Paulista vai ficar mais cinza (assim como a R. Augusta já ficou) com a troca das calçadas?
* Para ver o site do projeto, cliquem no título do post.

Categorias: Achados · coisas fofas · sites bacanas
Etiquetado:

Speakerdogs

Novembro 12, 2007 · Deixe um comentário

Ben the Illustrator criou – com a colaboração de outros ilustradores – esses simpáticos “speakerdogs”. São fáceis de fazer. Vc só precisa entrar no site (clique no título do post), fazer o download, imprimir, cortar e colar.

Se quiser, pode criar seu próprio dog utilizando o molde em branco. No site há também a opção de ser um colaborador.

Categorias: Achados · Craft · coisas fofas · sites bacanas
Etiquetado: , ,

Caixinha

Novembro 11, 2007 · Deixe um comentário

Ganhei. A caixinha foi feita com aqueles folders de propaganda de lançamentos de prédios. O papel parece o couchè brilhante e, por causa desses “rabiscos” de tinta amarela, a caixinha ficou com um efeito gráfico interessante!

Categorias: Craft
Etiquetado:

Experiências com o Itajime

Novembro 11, 2007 · Deixe um comentário

Uma blusa velha, tinta para tecido, balde de água, muita fé e, a certeza de que se algo der errado, vai ficar tudo bem! Esses foram os ingredientes para a primeira bata q eu tingi com as técnicas do Itajime (técnica japonesa de estamparia). E o resultado vcs conferem nas fotos abaixo.

e, definitivamente, eu não gosto desse efeito tie-die!

Categorias: Moda · estamparia · eu que fiz
Etiquetado: ,

Pequenas tradições

Novembro 1, 2007 · Deixe um comentário

Em novembro, no dia 02 comemora-se Finados. Em casa, sempre se deu muito valor aos antepassados.Temos um mini altar com o nome do meu irmão. Na casa da minha avó tem um outro, com o meu avó, os pais dele. No meu tio, tem um com os meus avós paternos e mais alguns antepassados.
É um resquício da filosofia oriental que já na sua terceira geração – a minha – está bem mesclada.
Todo final de semana que se antecede finados, nós 4 (pai, mãe, eu e irmã) fazemos o “passeio” pelos cemitérios. Eu costumo de chamar de passeio porque praticamente atravessamos a cidade, conversamos, relembramos, damos risadas e até discutimos (trânsito, caminhos errados, essas coisas). Visitamos todos os túmulos dos nossos antecepassados. E é uma forma de reunir a família também.
Desde de que me entendo por gente, nós fazemos esse roteiro.
No sábado passado o roteiro foi feito. E no caminho eu fiquei imaginando como aquilo era um ritual familiar, uma tradição. Não acho q seja obrigação familiar.
E achei bonito. Sentirei falta se algum dia ele não acontecer!

Categorias: coisas de família · relatos
Etiquetado: ,