Marian Keyes é uma escritora que eu descobri há algum tempo(para ver o site dela, clique no título do post).
Seus livros são aqueles bem levinhos, românticos – não, o príncipe-sapo não vai lutar contra dragões, nem vai para guerra para conseguir o amor da princesa complicada, com baixa auto-estima e que as vezes precisa de um regime.
É uma leitura descomplicada, sem grandes pretensões e com algumas pitadas de humor.
As histórias são sempre sobre relacionamentos reais (bebedeira, abandono de marido, relacionamentos sem futuro, protagonita versus a balança), sobre mulheres com baixa auto-estima que quase sempre não se dão conta do que estão fazendo de errado com as suas vida. Há ainda o conflito de se se estar com 20 e alguns anos e a cobrança (sociedade e familiar) de se casar. Mas, mais do que tudo, as protagonistas querem achar seus príncipes – não, elas, assim como pessoas normais, não querem cavalheiros em cavalos brancos, mas sim homens compreensíveis e que possam conviver e compreender os seus defeitos e, principlamente, homens que não se irritem facimente com as suas cobranças e inseguranças.
Enfim, são livros para entreter. Principlamente se vc é fã de sex and the city e Brigde Jones (sim, há semelhanças). Eu recomendo. Principlamente quando se está estressado, cansado ou simplesmente está em busca de um livro para entreter.
Os que eu já li, recomendo e posso emprestar se alguém tiver interesse:
“Melancia, fala da vida de Claire, mulher de 29 anos que vive em Londres e tem uma vida e um marido perfeito. Até que, no dia do nascimento de seu primeiro filho, o tal marido perfeito entra no quarto do hospital para lhe dizer que não a ama mais, que ama uma nova mulher, mais especificamente sua vizinha, que também é casada. Para fugir, Claire muda de mala, cuia e bebê para a casa dos pais, em Dublin na Irlanda. Lá, tem de se readaptar à rotina de seus pais e de suas irmãs e acaba revivendo um pouco de sua infância. Depressiva, gorda (“em forma de melancia”) e sem os mínimos cuidados de higiene, passa a beber. “Lamento informar que, quando tinha 15 anos, descobri as delícias do álcool… Como resultado, passei horas de ansiedade, vigiando por cima do ombro, enquanto tirava com o sifão pequenas quantidades das várias garrafas do armário da sala de estar… Tinha receio de tirar demais de uma garrafa apenas, então escolhia uma ampla gama de bebidas. Ligando muito pouco para o gosto do produto final. Passei muitas horas felizes – após beber a mistura de xerez, vodca, gim, aguardente e vermute. Grandes tempos”.
Outra recordação surge quando encontra empoeirados aparelhos de ginástica que, outrora, eram usados com avidez pela família. “Amávamos especialmente a bicicleta. Margaret, Rachei e eu estávamos obcecadas com o tamanho dos nossos bumbuns e coxas. Não havia tanto interesse na máquina de remar, porque éramos tão jovens que não tínhamos sequer percebido que as pessoas têm a parte superior dos braços gorda”. “
“Tara, Katherine e Fintan são amigos inseparáveis. Nascidos no interior da Irlanda, partiram juntos para Londres e se deram muito bem profissionalmente, pelo menos. Pois, nas grandes cidades, o mercado amoroso está saturadíssimo! E os corações dos três, todos na faixa dos trinta e poucos anos, podem não agüentar: o de Tara já se partiu, o de Katherine está prestes congelar e o de Fintan pode até parar de bater. É chegada então a hora de gritar por mudanças… ou calar-se para sempre!Tara namora Thomas há dois anos, mas o relacionamento é, digamos assim, morno… frio… gelado, mesmo: o sexo do casal é como Papai Noel, que não existe, mas, se você tiver muita fé, aparece, todo coberto de neve, uma vez por ano. Thomas, ainda por cima, é um pé-rapado que vive comprando presentes ridículos para a namorada – como cremes para as mãos e bolsas de água quente… em promoção. Para piorar, ele ainda tem a coragem de dizer que Tara está gorda – só porque seu manequim pulou de 42 para 50!Já Katherine é uma mulher independente e equilibrada, que sempre atraiu os olhares masculinos. Mas sua primeira decepção amorosa ocorreu aos 19 anos, abrindo feridas jamais cicatrizadas. Hoje, ela prefere se relacionar com vitrines de lojas de roupas ou controle remoto de sua televisão. Nem Joe Roth, o colega de trabalho bonitão que se ofereceu para ajudá-a a trocar de canal, parece interessá-la.E Fintan, que nunca escondeu sua homossexualidade, encontrou o equilíbrio na amizade da dupla. Mas esse círculo, antes perfeito, fica a ponto de se quebrar quando ele revela sofrer de uma séria doença. Assim, as duas prometem fazer tudo o que o amigo pedir e o mundo fica de pernas para o ar! Graças às suas exigências malucas, Fintan assiste de camarote às mudanças – para melhor, claro – nas vidas de Tara e Katherine. “
“Solteira de 26 anos consulta uma cartomante que prevê – dentro de pouco tempo, a mocinha estará a caminho do altar. Não que Lucy Sullivan, a bem-humorada protagonista de Casório não queira achar sua alma gêmea. O que a diferencia de famosas personagens como Carrie Bradshaw (De Sex and the city) ou Bridget Jones, é que ela não investe a maior parte do seu tempo pensando ou falando nisso. A própria sessão de tarô, aliás, foi idéia das colegas, entendiadas com o trabalho no escritório. A notícia do casamento futuro, porém, espalha-se com tal rapidez que as amigas com quem Lucy divide apartamento ficam ouriçadas. Esquecem, porém, que falta um pequeno detalhe – o noivo. As previsões da cartomante para as outras funcionárias começam a funcionar , ainda que de um jeito bizarro. Lucy, então, passa a observar melhor os homens que a cercam, mas não por muito tempo. Quando os pais se separam, ela se candidata a cuidar do pai alcoólatra.” E assim a história se desenrola….