O sesc sempre tem uma programação legal e eu nunca consigo ir. E os motivos são vários: preguiça, horário, tempo. Mas finalmente consegui quebrar a “maldição do sesc pompéia”. Estou fazendo um curso de estamparia japonesa. É claro que eu não sabia onde isso ia dar, mas eu fui mesmo assim.
Também não consegui descobrir o por que eu associo estamparia com carimbos.
A técnica que eu aprendi essa semana é o Arashi. É uma técnica com mais ou menos 7 séculos de existencia e era utilizada para estampar seda para confecção de kimonos. E é beeeemmm trabalhosa.
O meu primeiro arashi (o primeiro que eu enrolei) estava errado e eu levei a maior bronca do professor. Isso desanima um pouco, principlamente quando ele olha para vc e diz: “eu não sei qual será o resultado final. Mas deixa assim para gente ver o que acontece”. Eu odeio isso. Não gosto quando eu faço errado alguma coisa, não gosto quando alguém olha com o olhar desprezível. Agora é esperar para ver o que ele irá dizer na aula. Previ algo do tipo: “Gente, é assim que NÃO deve ser”. Vou respriar fundo e esperar para ver o que acontece.
O arashi funciona mais ou menos assim:
Material: 1 pedaço de bambu, 1 pedaço de algodão (o tecido precisa ser 100% de algodão), barbante (espessura vc escolhe) e tinta para tingir algodão.
Aí vc faz dobras do tamanho que vc quiser. As dobras darão o tamanho das “faixas” que vc terá no tecido. As minhas foram de 2 cm (ele disse que qudo menor, mais bonito) e estão amarradas com essas linhas vermelhas para não escapar.
Depois vc precisa enrolar essa faixa na diagonal no bambu. E vc amarra os barbantes o mais forte que vc puder. Não tenhos fotos ainda dessa etapa do arashi. Aguardem.